Resenha: Objetos Cortantes - Gillian Flynn

20.5.17 Cuca Literária 2 Comentários



Livro: Objetos Cortantes
Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Número de Páginas: 256
Gênero: Thriller
Ano da edição: 2015

Sinopse: Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível.
Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida.
Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado.
Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.

Resumo da Obra

 A narrativa gira em torno de Camille Preaker, uma repórter que trabalha em um jornal não muito reconhecido em Chicago. Depois de oito anos distante da sua cidade natal, ela recebe a missão de retornar para a pequena Wind Gap na intenção de cobrir dois casos distintos, sendo um sobre uma menina assassinada e outro acerca de uma jovem que desapareceu misteriosamente, afim de que essa cobertura proporcione o reconhecimento do jornal no qual ela trabalha.

 De volta à sua antiga cidade, Camille não possui muitos recursos necessários para financiar sua estadia, e por isso, ela se vê obrigada a se hospedar na casa de sua família, composta pela mãe neurótica, uma meia-irmã que era praticamente uma desconhecida, e o padrasto - que por sinal, é um homem inexpressivo.

“Cada pessoa tem sua própria versão de uma lembrança.”
 Ao retornar para Wind Gap, Camille vai reviver os dramas da sua infância problemática, a qual foi marcada por desentendimentos familiares, drogas, e relações sexuais, fatores esses que contribuíram para o surgimento de uma profunda depressão. Sem saber como lidar com os sentimentos ruins, a jovem viu na automutilação uma válvula de escape, e através dos cortes, escrevia as mais diversas palavras ruins em seu corpo, criando assim, um mosaico de cicatrizes. 

 Enquanto se empenha em descobrir os casos das duas garotinhas, Camille acaba desvendando mistérios dolorosos de sua família, os quais levam ao centro da dor, uma vez que ela vai reviver antigas mágoas, bem como o passado de sua mãe e a morte da sua irmã mais velha.

“Eu me corto, sabe? Também retalho, fatio, gravo, espeto…sou um caso bem especial. Tenho uma razão. A minha pele, sabe, ela grita.”

 Em meio aos conflitos familiares, Camille percebe que na pequena cidade de Wind Gap ocorre um serial killer que elege meninas entre nove e dez anos para serem as próximas vítimas. Em vista disso, a jovem tenta extrair o máximo de informações dos cidadãos da pequena cidade, bem como dos policiais que cuidam dos casos.

 Ao passo em que surgem novas notícias sobre os crimes, Camille enfrenta sérias discussões com sua mãe acerca do passado, e mesmo diante desse problema, a jovem repórter sabe que existe um assassino à solta, e precisa descobrir a sua identidade a fim de escrever a sua matéria. A grande questão é: até quando Camille vai conseguir lidar com o seu próprio inferno pessoal na busca de redigir uma matéria que alavanque a sua carreira profissional?

"Algumas vezes, se você deixa as pessoas fazerem coisas a você, na verdade você está fazendo a elas."

Minha opinião

 Novamente Gillian Flynn me impactou com a sua escrita, primeiro porque a autora elaborou uma narrativa capaz de conduzir o leitor à complexidade da mente humana, evidenciando nessa obra como nós, meros mortais, somos criaturas frágeis e suscetíveis a distúrbios psicológicos, os quais podem afetar tanto a nossa vida como a vida das pessoas que nos cercam.

 Além disso, considero interessante o fato de Gillian ter abordado com grande habilidade valores e problemas da juventude, bem como a falta de diálogo em família, o uso de substâncias proibidas, a conduta desenfreada com relações sexuais, entre outros.

 A leitura dessa obra me surpreendeu de forma positiva, pois apesar de ser conflitante, também se mostrou provocante, ao passo em que criou uma grande expectativa por conhecer o desfecho da história, e assim, compreender (ou não) os motivos que fizeram com que a personagem principal, Camille, desenvolve-se um certo tipo de personalidade que causa dúvida no leitor: gostar ou não gostar. Eis a questão.

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2 comentários:

  1. Infelizmente eu não conseguir gostar desse livro, na verdade, nem terminei. Achei muito cansativo. Que bom que funcionou melhor pra vc. Abraços.
    http://diarioleitorblog.blogspot.com/

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  2. Eu já li o adulto, e gostei. Achei legal a história de objetos cortantes, ler ele e os outros 2 da Gillian.

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